Zózimo Pereira, Advogado

Zózimo Pereira

Vassouras (RJ)

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Renato Fonseca, Bacharel em Direito
Renato Fonseca
Comentário · há 9 anos
Não tenho procuração para falar sobre a carreira dos psicólogos e nem da comunidade LGBT e a todos eles , mesmo pessoalmente em muitos pontos divergindo, devo respeito, mas, o que parece é que a resolução é resultado da pesquisa de décadas que indicaram que o homossexual em si não é um doente. Normalmente, os pacientes não procuram os profissionais de psicologia para "cura gay", mas, para lidar com o sofrimento da aceitação não de sua condição sexual e sim da comunidade que o rejeita (família,igreja etc.) e então o paciente não revela que a sua sexualidade seria um problema, mas os contornos. Claro que se um paciente que praticar a "reversão sexual" é outra coisa, seria como o caso do transgênero (talvez). Po de ser que ele apresente a sua sexualidade como problema, mas, noticiam os conselhos profissionais que se trata de exceção e que muitas vezes a investigação leva a outros caminhos. Ora, considerar o homossexual como doente é um perigo democrático, pois, sob outro viés imagine se considerassem os heterossexuais católicos ou protestantes doentes (homofobia atávica rsrsrs), não se pode confundir pesquisa, pessoas e caráter não científico. Não se deve confundir com os pedófilos, pois, no caso homossexual, em regra, ele utiliza de seu corpo livre e esperasse maduro, como deve ser a vida sexual nossa heterossexual. Por outro lado, a pesquisa deve ser feita sem preconceitos, tendo-se cuidado com processos semelhantes a eugenia. Quanto a expressão "E não há forma mais eficiente (e estúpida) de impedir o progresso científico que transformar um determinado tema em tabu." Não parece ser a intenção do CRP, no entanto, apenas evitar tratamento não digno aos que aceitam sua sexualidade sem nenhum grilo, que provavelmente é de uma maioria crassa da comunidade. Não andou bem o Magistrado, mas o tema tem chance de amadurecer e esclarecer a comunidade dos motivos de ambos os lados.
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Gustavo Sarabando
Comentário · há 9 anos
Críticos do apenamento carcerário existem em todo o mundo. São eles, geralmente, acadêmicos com enorme e respeitável conhecimento teórico do Direito, mas que limitam sua visão ao mundo idílico e surreal das ideias, na segura perspectiva das universidades. Assim, costumam eles viver isolados da nua e cruel realidade do lado de fora dos muros dos "campi" universitários.

Além disso, intelectuais como os mencionados no artigo costumam pertencer aos altos estratos da sociedade à qual pertencem, bem como vivem, em sua maioria, em países desenvolvidos, cuja criminalidade é mantida sob controle. Desta feita, a visão deles costuma ser muito dissociada da realidade fática do Brasil e das pessoas marginalizadas, na medida em que eles assistem às nefastas consequências de suas teorias em camarotes blindados, transformando o Judiciário e a sociedade em sádico laboratório intelectual.

Cumpre frisar que os países desenvolvidos – de onde geralmente advêm esses intelectuais, como dito – via de regra mantêm dura política de repressão ao crime, inclusive com prisões perpétuas, de forma que discussões como a do artigo ficam adstritas – como devem ser – ao mundo acadêmico. No entanto, nós, no Brasil, muitas vezes vemos tais ideias como "revolucionárias", como se pudessem ser a milagrosa solução para nossa estarrecedora criminalidade. Tratam, assim, a vida e tranquilidade do cidadão de bem como um joguete, uma mera abstração, plenamente sacrificável em prol de ideologias surreais e defasadas.

De fato, a esquerda ama o povo, mas despreza o indivíduo.
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